Pontes Quinzenal • Volume 1 • Número 19 • 1 de novembro de 2006
Breves informes multilaterais
Leve crescimento do investimento estrangeiro direto na América Latina
Segundo o último relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, sigla em inglês) sobre os investimentos no mundo, ao alcançarem um total de US$ 104 bilhões em 2005, os investimentos estrangeiros diretos (IED) nos países da América Latina e Caribe tiveram um aumento de 3%, em comparação com o ano anterior. Os países da região andina foram os que registraram os maiores incrementos de IED no período.
Apesar de os fluxos de IED, em 2005, terem apresentado uma taxa de crescimento de 29%, 2% maior que a de 2004, e de o IED destinado aos países em desenvolvimento (PED) terem alcançado o pico histórico de US$ 334 bilhões, os maiores beneficiários deste aumento foram os países desenvolvidos. Isso porque, no período analisado, houve um aumento de 37% no volume de IED recebido pelos países desenvolvidos - o que representa 70% dos US$ 916 bilhões de IED registrados em 2005. Dentre as regiões em desenvolvimento, a da América Latina e do Caribe foi a que teve o menor crescimento no fluxo de IED recebido, enquanto o Leste asiático apresentou um crescimento de 85%, a África, de 78%, e o restante da Ásia, de 20%.
A análise dos fluxos de investimento por subregião latino-americana permite verificar que, em 2005, a região mais beneficiada foi a América do Sul, onde o IED aumentou em 20%; enquanto América Central e México (US$ 23 bilhões no total) mantiveram os mesmos níveis de IED, e o Caribe sofreu uma queda. No Paraguai, o IED cresceu a uma taxa de 434%; na Colômbia, de 227%; na Venezuela, de 95%; no Uruguai, de 81%; no Equador, de 65%; e, no Peru, de 61%.
O relatório inclui, ainda, uma análise do fluxo progressivo de IED entre os PEDs e do crescente número de empresas transnacionais originárias destes países. No caso da América Latina e do Caribe, destaca-se que, em 2005, os países da região investiram cerca de US$ 2.701 bilhões na própria região e US$ 754 milhões na Ásia. Os maiores investidores no exterior foram México (US$ 6,2 bilhões), Colômbia (US$ 4,6 bilhões), Brasil (US$ 2,5 bilhões) e Chile (US$ 2,1 bilhões). As maiores empresas transnacionais originárias da região, segundo o montante de seus ativos no exterior, foram a CEMEX (México), a PVDSA (Venezuela) e a Petrobrás (Brasil).
A versão completa do relatório pode ser consultada em <http://www.unctad.org/Templates/WebFlyer.asp?intItemID=3968&lang=1>.
Tradução do artigo publicado originalmente em Puentes Quincenal, v. III, n. 19, 24 out. 2006.