UNCTAD lança segunda edição de Índice de Comércio e Desenvolvimento
O Secretariado da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) publicou, em 1º de outubro, a segunda edição da publicação "Developing Countries in International Trade 2007 - Trade and Development Index". O documento analisa a relação entre comércio global e desenvolvimento.
Na análise de cada um dos 123 países selecionados para o estudo referente ao ano de 2006, o Índice de Comércio e Desenvolvimento (TDI, sigla em inglês) integra variáveis independentes, todas relacionadas a contextos estruturais e institucionais (capital humano, infra-estrutura física, intermediação financeira, finanças domésticas e internacionais, qualidade institucional, estrutura econômica, estabilidade macroeconômica e sustentabilidade ambiental), bem como a políticas e processos comerciais (abertura comercial e acesso a mercados). Constituem variáveis dependentes do TDI o desempenho comercial e o nível de bem-estar econômico e social apresentado pelos países a partir das dimensões selecionadas.
O TDI permite a análise comparativa de diferentes realidades: a partir dele, é possível identificar os principais problemas estruturais, institucionais e financeiros relacionados ao bem-estar sócio-econômico de uma nação. O estudo também possibilita a analise por regiões.
Comparação com o TDI anterior
De acordo com Supachai Panitchpakdi, Secretário-Geral da UNCTAD, "muitos países de menor desenvolvimento relativo (PMDRs) não conseguiram reduzir significativamente a pobreza e alguns deles vivenciaram um crescimento negativo, a despeito de extensa liberalização comercial". O estudo da Organização propõe-se, assim, a auxiliar lideranças políticas a identificar com maior clareza as melhores formas de tirar proveito do comércio mundial.
O ranking global do TDI permite concluir que houve algum avanço por parte dos países em desenvolvimento (PEDs) em relação a 2005, mas os PMDRs não obtiveram melhoras significativas em comparação ao TDI anterior. Nove das dez últimas posições no ranking, por exemplo, são de países da África Sub-sahariana (Etiópia, Camarões, Guiné, Angola, República Democrática do Congo, Níger, Nigéria, Guiné Bissau e Sudão).
Dentre as economias emergentes, destacam-se: Brasil (que subiu da 60ª para a 54ª posição), México e África do Sul (ambos subiram da 50ª para a 47ª posição), China (que subiu de 27ª para a 25ª) e, finalmente, a Rússia, que caiu oito posições em relação ao ano anterior (50ª para 58ª).
Os cinco primeiros países no ranking do TDI/2007 foram Estados Unidos da América, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido e Cingapura. Cabe destacar que este último, único PED dentre os cinco elencados, estava na 7ª colocação no TDI/2006 e passou a ocupar o lugar do Japão, que caiu para a 6ª posição.
Reportagem Equipe Pontes
Fontes consultadas:
UNCTAD. "Developing Countries in International Trade 2007 - Trade and Development Index". Disponível em:<http://www.unctad.org/Templates/webflyer.asp?docid=9201&intItemID=2068&lang=1>. Acesso em: 9 nov. 2007.